Recrutado pela SalesHunter em 2022 para assumir a liderança de Vendas da Spark, André Alves reduziu o ciclo comercial em 60%, ampliou seu mandato para Growth, Customer Success e Revenue Operations e hoje conduz a nova fase de crescimento do grupo à frente da Spark Maxx.
A Spark e o momento da Creator Economy
A Creator Economy vive um dos momentos mais relevantes da sua história. O mercado amadureceu, os investimentos cresceram e a influência deixou de ser apenas awareness para ocupar espaço estratégico nas operações de crescimento das empresas. Junto com essa expansão, surgiu um novo desafio para marcas e agências: transformar influência em receita previsível.
Foi nesse cenário que a Spark, uma das principais empresas de marketing de influência do Brasil e parceira exclusiva da Sprout Social Influencer Marketing no país, começou a reestruturar sua operação de receita e de negócios. Parte importante dessa história passa pela trajetória de um executivo: André Alves, conectado à empresa pela SalesHunter em 2022.
Alguns números do período:
- -60% no ciclo de vendas: de 65 para menos de 30 dias, em menos de um trimestre.
- Mais de 6x: o faturamento bruto alcançou, em 2025, mais de 6 vezes o patamar de 2022, com projeção de quase 8 vezes até o fim de 2026.
- +220% de expansão na base de clientes, mais do que triplicando a carteira desde 2022.
- +40% no ticket médio mensal por cliente, com retenção líquida de receita (NRR) sustentada acima de 99%.
- Brasil consolidado como principal mercado global entre os parceiros revendedores da Sprout Social Influencer Marketing.
- De 1 para 4 soluções no portfólio com a criação da Spark Maxx.
Uma liderança construída em mais de 15 anos de vendas B2B e tecnologia
Antes de chegar à Spark, André Alves já acumulava mais de uma década escalando organizações de receita B2B no Brasil, atravessando vendas diretas e por canais nos segmentos SMB, mid-market e enterprise.
Na RD Station, foi Top Performer nacional por dois anos consecutivos e, depois, liderou uma rede de mais de 900 agências parceiras. Na Appus, entregou crescimento anual superior a 100%. Na EQI Investimentos, liderou cinco times comerciais e estruturou o enablement de mais de 500 assessores, contribuindo para elevar a conversão de vendas de 9% para 30% em 12 meses.
A essa bagagem se soma uma formação executiva sólida em receita: Mastership em Revenue Architecture pela Winning by Design, CRO School e CCO School pela Pavilion University e especializações em IA aplicada a GTM.
“Passei os últimos 15 anos construindo operações de receita em contextos muito diferentes: canais, SMB, mid-market, enterprise e serviços financeiros. O que todos esses ciclos me ensinaram é que crescimento sustentável nunca vem de heroísmo individual. Vem de arquitetura: processo claro, dados confiáveis e um time que sabe exatamente qual é o próximo passo certo.”
André Alves, Executive Director da Spark Maxx
O mandato da contratação
Em 2022, a Spark vivia um momento clássico de empresas em crescimento acelerado: posicionamento forte, relevância no ecossistema de creators e demanda consistente. O desafio era transformar tração em escala, com uma operação comercial mais previsível, integrada e sustentável.
Por isso, o mandato desenhado com a SalesHunter era de construção: estruturar a operação comercial, reduzir o ciclo de vendas, aumentar a produtividade, melhorar a previsibilidade e profissionalizar a gestão do pipeline.
André entrou como Head of Sales, mas desde o primeiro dia o escopo já era mais amplo do que o título sugeria: sob sua responsabilidade estavam Pré-vendas, Vendas, Customer Success e Suporte, toda a jornada do cliente de ponta a ponta.
“O mandato da Spark era claro. Não bastava um gestor comercial: era preciso alguém com experiência em construir estrutura de receita. O perfil do André combinava com o estágio da empresa e com o momento da carreira dele.”
Gustavo, CEO da SalesHunter
Os primeiros 90 dias na Spark
Antes de mudar qualquer processo, André mergulhou na operação: acompanhou negociações, analisou o funil deal a deal e mapeou onde as oportunidades realmente travavam. O ciclo médio de vendas girava em torno de 65 dias, e a análise revelou gargalos estruturais:
- deals entrando sem critérios claros de qualificação;
- propostas apresentadas cedo demais, antes do problema e do impacto estarem mapeados;
- pouca padronização de movimento entre as etapas;
- baixa previsibilidade de forecast e excesso de subjetividade na condução comercial.
Diante de um ciclo longo, a maioria dos líderes tenta resolver do mesmo jeito: mais ligações, mais follow-up, mais cobrança nas reuniões de pipeline. O diagnóstico de André mudou o foco da discussão.
“Quando cheguei, percebi que o principal gargalo não era a falta de esforço nem de mercado. A culpa não era do vendedor: o processo estava falho. A operação precisava de critérios claros para que o resultado deixasse de depender do talento individual e passasse a ser reproduzível.”
André Alves
Da performance individual ao sistema de receita
Com o diagnóstico validado, André liderou o redesenho da operação. A metodologia Revenue Architecture, da Winning by Design, na qual é certificado com Mastership, serviu de ferramenta. Mas o ativo central da transformação foi executivo: conquistar a adesão do time sem impor burocracia, desenvolver os gestores para sustentar o novo modelo e alinhar áreas que antes operavam em silos.
Na prática, isso significou:
- redefinir as etapas do funil, com critérios objetivos de entrada, saída e avanço;
- rever a lógica de qualificação a partir da jornada de compra do cliente;
- criar uma linguagem comum entre Pré-vendas, Vendas e Customer Success;
- implantar rituais de gestão e uma cadência estruturada de forecast, com dashboards reportados diretamente ao CEO;
- integrar aquisição, retenção e expansão em uma mesma governança de receita.
A implementação não foi linear. O desafio não foi desenhar o novo processo, e sim mudar hábitos consolidados: nas primeiras semanas, a adoção foi desigual e exigiu acompanhamento próximo dos gestores, revisão de etapas e reforço contínuo dos critérios no CRM.
Aos poucos, a mudança trouxe consistência sem aumentar o microgerenciamento. O time parou de tentar fechar e passou a conduzir o processo de compra, sabendo quando um deal estava pronto para avançar, qual era o próximo passo correto e quando apresentar proposta.
O primeiro impacto e a expansão do mandato
Os resultados apareceram rapidamente: em menos de um trimestre, o ciclo médio de vendas caiu de 65 para menos de 30 dias, uma redução de aproximadamente 60%. Mais do que velocidade, a operação ganhou previsibilidade, e a empresa, confiança para ampliar o mandato do executivo.
A primeira missão era Vendas. Mas, depois de organizar o funil, ficou evidente que parte do resultado dependia do que acontecia antes e depois do fechamento. A Spark então ampliou o escopo de André para integrar Growth, Customer Success e Suporte à mesma lógica de receita, promovendo-o a Director of Sales & Revenue Operations, com responsabilidade por planejamento e modelagem de receita, governança do funil completo, forecast, metas e desenvolvimento de novas lideranças.
No pós-venda, a evolução envolveu a separação mais clara entre onboarding, gestão contínua e suporte, além da criação de uma governança de risco, renovação e expansão. Customer Success deixou de atuar apenas de forma reativa e passou a participar diretamente da proteção e do crescimento da receita recorrente.
“Eu entrei para resolver Vendas. Quando essa estrutura começou a funcionar, ficou claro que o próximo gargalo estava na conexão com Growth, Customer Success e expansão. Meu papel foi crescendo à medida que passamos a olhar a receita de ponta a ponta.”
André Alves
O que a transformação produziu
A transformação gerou três efeitos estruturais. O primeiro foi a eficiência comercial, visível na redução do ciclo de vendas e na melhoria da qualidade do pipeline. O segundo, capacidade de escala: a base de clientes mais do que triplicou desde 2022 e o ticket médio mensal cresceu 40%. O terceiro, qualidade da receita: com NRR sustentada acima de 99%, o crescimento passou a vir tanto de aquisição quanto de expansão, e o Brasil se consolidou como principal mercado global entre os parceiros revendedores da Sprout Social Influencer Marketing.
Nesse ciclo iniciado em 2022, a operação construiu uma trajetória em que o faturamento bruto alcançou, em 2025, mais de seis vezes o patamar de 2022, com projeção de quase oito vezes até o fim de 2026. Receita deixou de ser uma responsabilidade exclusiva do time comercial e passou a funcionar como um sistema da empresa inteira.
Spark Maxx: o próximo ciclo estratégico
A maturidade da operação de receita abriu espaço para o movimento seguinte do grupo: a criação da Spark Maxx, lançada em março de 2026 como spin-off da Spark. Mais do que uma nova martech de influência, a Spark Maxx nasce como uma plataforma de inteligência e operação para a Creator Economy, criada para ajudar marcas e agências a transformar o marketing de influência em uma operação profissional, mensurável e escalável, menos dependente de planilhas, feeling e métricas superficiais.
O portfólio marca a evolução de uma operação centrada em um produto para uma unidade multiproduto:
- Sprout Social Influencer Marketing: plataforma all-in-one para gestão de programas e campanhas de influência, operada no Brasil por meio da parceria exclusiva do grupo, com mais de 10 milhões de influenciadores mapeados e mais de 1.200 campanhas gerenciadas;
- Community Discovery: inteligência para mapear comunidades, afinidades e creators centrais a partir de dados reais de engajamento;
- Brand Pulse: monitoramento contínuo da saúde digital, percepção, reputação e movimentos competitivos de marcas;
- Creator Pulse: diagnóstico da reputação, audiência, posicionamento e potencial comercial de creators.
A Spark Maxx iniciou suas operações com uma carteira relevante, composta por empresas como O Boticário, Grupo Globo, Mercado Livre e Smart Fit, além das agências AlmapBBDO e VML.
André assumiu a liderança como Executive Director, respondendo por toda a esteira de receita da Spark Maxx, agora incluindo também Growth, e pela estruturação do go-to-market das novas soluções, incluindo o cross-sell na base construída nos anos anteriores.
“Queremos que a Spark Maxx seja um farol na era da Influência, empoderando marcas e agências a tomarem decisões fundamentadas em dados.”
André Alves, ao Meio & Mensagem, no lançamento da Spark Maxx
O papel da SalesHunter nessa trajetória
A conexão entre André Alves e a Spark ocorreu por meio da SalesHunter, em um momento estratégico para a empresa. O desafio não era apenas contratar uma liderança comercial: era encontrar um profissional com experiência real em estruturação de receita, previsibilidade operacional, operações SaaS, integração entre áreas, Revenue Operations e GTM.
A contratação deu à Spark uma liderança capaz de estruturar a operação comercial e, depois, de integrar todo o ciclo de receita. Ela não apenas preencheu uma posição aberta: criou capacidade de liderança para os próximos ciclos de crescimento da empresa.
“O processo da SalesHunter foi decisivo. Eles entenderam que a Spark não precisava apenas de um Head de vendas, e sim de alguém capaz de estruturar receita como sistema. Esse alinhamento fino entre o desafio da empresa e o perfil do profissional é o que transforma uma contratação em um ponto de inflexão.”
André Alves
O caso mostra o impacto de uma contratação feita com clareza de mandato. A Spark não buscava apenas um gestor comercial, mas uma liderança capaz de construir os sistemas necessários para o próximo estágio da empresa. A SalesHunter identificou essa combinação entre desafio, perfil e momento de carreira, uma conexão que começou em Vendas e evoluiu até a liderança da Spark Maxx.